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31 julho 2006

E assim foi mais um Vilar de Mouros (Parte I)

Depois de uma longa viagem pelas estradas nacionais, cheias de trânsito, chegamos finalmente à pequena aldeia de Vilar de Mouros que tem vindo a acolher o primeiro festival de música deste nosso país. Posso dizer que fiquei um pouco desiludida com as condições que foram oferecidas aos festivaleiros deste ano em relação à higiene pessoal, ou seja chuveiros... para além de serem poucos estavam situados no local mais desapropriado que obrigou muitos dos campista que estavam acampados junto a eles tivessem graves problemas de inundação de água e lama...e ainda se esqueceram de colocar a ponte que permite atravessar o rio e ter acesso directo à aldeia e à barraquinha da imprensa e dos convites.....o que vale é que estava de chinelos e pude atravessar o rio sem dificuldades. Peripécias à parte (se soubessem a praga de mosquitos que lá havia…) o que interessa é falar sobre a musica e os concertos que passaram por este festival, aqui falo dos concertos a que assisti.

O espectáculo abriu as hostes com a Banda da Guarda Nacional Republicana (estavam a tocar enquanto eu chegava ao tão desejado local) que passou despercebida no vasto recinto do festival.
Quando, finalmente entrei no recinto estavam os Mojave 3 a preparar-se para entrar. Esperava-se que a musica dos Mojave 3 não entusiasma-se muitos adeptos, sendo a sua música bastante calma e por vezes deprimente, mas revelaram-se capazes de despertar as atenções do público com a sua maravilhosa e envolvente música, e ofereceram um óptimo espectáculo a alguns milhares de pessoas que se acumulavam em frente ao palco.
Já todos sabem que os Xutos e Pontapés são um fenómeno nacional que arrasta multidões de todas as idades aos seus concertos onde quer que eles sejam, em Vilar de Mouros não foi excepção. Os Xutos deram um concerto igual a todos os outros (centenas deles) que eles dão com todos os sucessos áureos de outros tempos e os mais recentes que levam os fãs de Xutos e Pontapés ao rubro.
Os Sepultura já perderam os membros da família Cavalera, mas isso não os impede de apresentarem um bom espectáculo, recordando alguns dos temos mais antigos (que depois viriam a ser repetidos neste festival com os Soulfly) e apresentando os temos do seu ultimo álbum. Foi sem dúvida o concerto que teve mais energia neste dia (os xutos são um fenómeno mas já são muitos que estão fartos de os ver).
A noite não acabou com o palco principal, no palco secundário começaram os sons dos Rastafari animando os adeptos do Reagge pela noite fora. Mas não é tudo!! Para quem não é grande apreciador desta onda o festival recorreu aos 7 Magníficos, 7 Dj’s coleccionadores de vinil em 7 ‘’ que ofereceram uma noite cheia de temas funk/rock/soul… dos anos 70 (ou não fosse o nome desta noite 1971!) para delícia de todos os presentes (incluindo a minha pessoa) que dançaram que se fartaram.

1 comentário:

  1. e eu tb lá estava...

    e tb dancei...

    tb fui atacada pelos ferozes mosquitos (sede de...sangue...)

    ambiente mto bom
    condições a deixar mto a desejar...

    com 35 anos de experiência a organização já devia saber umas coisitas... essenciais a quem passa 3 ou 4 dias num festival deste género...

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